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Exercício e envelhecimento

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Investigar os efeitos da atividade física sobre o envelhecimento representa avaliar a possibilidade de o indivíduo ativo, principalmente na chamada "terceira idade", ter a expectativa de uma melhor qualidade de vida, e talvez retardar os efeitos do envelhecimento.

É preciso dizer que representa um consenso científico a idéia de que nunca é tarde demais para se iniciar um programa de atividade física. Torna-se uma providência obrigatória, principalmente nos indivíduos mais idosos, uma avaliação física criteriosa e uma adequada orientação para a prática de exercícios.

Um aspecto interessante é perceber que, na verdade, o indivíduo mais idoso pode se beneficiar com a prática de exercícios, até mais do que os indivíduos jovens.

A explicação para este fato é na realidade bastante lógica: nós sabemos que a inatividade física leva à uma regressão progressiva da capacidade funcional de diversos órgãos e sistemas do nosso corpo. Sem nenhuma dúvida, o sistema que mais se ressente da inatividade é o sistema muscular. Os nossos músculos literalmente atrofiam com a falta de uso. Um dos principais efeitos do envelhecimento é exatamente a perda de massa muscular. Assim sendo, no indivíduo mais idoso e sedentário, existe uma soma de efeitos determinantes da perda de massa muscular: idade e inatividade.

Isso acaba gerando um círculo vicioso extremamente prejudicial à qualidade de vida. O início de um programa de exercícios pode interferir nessa situação e, consequentemente, promover uma sensível melhora da capacidade física do indivíduo, em função de exercer seus efeitos numa situação muito mais séria do que no indivíduo jovem.

Por outro lado, a atividade física no idoso, desde que bem orientada pode prevenir um dos problemas mais graves do envelhecimento, a osteoporose, principalmente nas mulheres.

Felizmente, os programas de atividade física na terceira idade têm cada vez mais se difundido na população, e podemos ter a expectativa de num futuro próximo observar os resultados inclusive na melhor capacidade de trabalho, produtividade, e sobretudo na auto-estima do idoso.


Prof. Dr. Turibio Leite de Barros Neto


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